Gazeta 30 7

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1. (38) 3229-4600 gazetanortemineira.com.br Montes Claros, Sábado e domingo, 30 e 31 de julho de 2016 R$ 2,00 Ano XVI | Nº 5.016 Assinatura e Relacionamento com o…
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  • 1. (38) 3229-4600 gazetanortemineira.com.br Montes Claros, Sábado e domingo, 30 e 31 de julho de 2016 R$ 2,00 Ano XVI | Nº 5.016 Assinatura e Relacionamento com o Assinante: (38) 3229-4626 | comercial@gazetanortemineira.com.br Departamento Comercial: (38) 3229-4613 | comercialgazeta@gazetanortemineira.com.br CIANO MAGENTA AMARELO PRETO  MAICON TAVARES - SOCIAL 12 THEODOMIRO PAULINO - SOCIAL 6 e 7 BAIRRO CARMELO O efeito cascata da ausência de asfalto Moradores chegaram a improvisar quebra-molas, de terra e pedras, para diminuir a velocidade dos carros e, por consequência, o volume da poeira produzida por eles JÚ� NIOR MENDONÇA Por menos grave que possa parecer, a falta de ruas asfaltadas em deter- minada localidade pode causar sérias dificuldades ao morador. E só pode ava- liar problemas como esse quem os supera todos os dias e luta, de verdade, para que sejam resolvidos. É� o caso do bairro Carme- lo, em Montes Claros. Par- te do bairro, visitado pela GAZETA nessa sexta-feira (29) a convite do morador Júlio Cesar da Silva, vive, li- teralmente na pele, os efei- tos da ausência de asfalto. VOZ DA COMUNIDADE 4 Burocracia excessiva desestimula investidores A reunião das Câmaras de Desenvolvimento Social e Tributário foi realizada no Museu Regional GIRLENO ALENCAR A burocracia pública ex- cessiva está afugentando investidores e travando o desenvolvimento econômico de Montes Claros, segundo avaliação unânime dos par- ticipantes das Câmaras de Desenvolvimento Social e Tributário do Conselho de Desenvolvimento Sustentá- vel, que se reuniram na noite de quinta-feira, no auditório do Museu Regional. Harlen Froes cita que muitos em- presários estão desistindo por causa da quantidade de licenças exigidas pelo Poder Público, aliado a morosidade na concessão desses docu- mentos. CIDADE 6 Hospital implanta projeto ‘Casal Grávido’ Os acadêmicos Joseph Mauel dos Santos e Ana Carla Alves Araújo, que participam do projeto GIRLENO ALENCAR A Santa Casa de Montes Claros iniciou na noite de quinta-feira o projeto ‘Casal Grávido’, no qual é realizado, bimestralmente, um encon- tro com as mães grávidas e seus familiares, dando orien- tações sobre o processo de gravidez. A iniciativa é da Maternidade Irmã Beata e atenderá as gestantes que fa- zem o pré-natal no hospital. Na quinta-feira foram dadas instruções sobre a correta alimentação para a mãe e a criança, além da emoção na gestação e pré-natal. Os acadêmicos Joseph Mauel dos Santos e Ana Carla Alves Araújo, de Psicologia e Enfer- magem, acompanharam todo processo. CIDADE 5 Codevasf quer retomar obras da barragem de Jequitaí O superintendente es- tadual da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Par- naí�ba (Codevasf), Rodrigo Aldimar Rodrigues Filho, solicitou à ministra interi- na da Integração nacional, Emí�lia Curi e à presidente da Codevasf, Kênia Marce- lino, que sejam liberados recursos para retomar al- gumas obras paralisadas no Norte de Minas, como a Barragem de Jequitaí�, as- sim como os projetos de Sistemas Simplificados de Abastecimento de Á� gua, que levam água para con- sumo humano diretamente às casas de famí�lias que mo- ram no meio rural, em ação de baixo custo financeiro e alto investimento social. Ele esteve em Brasí�lia na quarta e quintas-feiras. CIDADE 5 Vem Pra Rua No próximo domingo (31) o movimento Vem Pra Rua realizará mais uma manifestação em Montes Claros. Mais de 175 cidades brasileiras irão aderir ao protesto, que traz novas demandas. Entre elas, a exigência do impeachment da presiden- te afastada Dilma Rousseff e o apoio à operação Lava Jato e aos agentes envolvidos. CIDADE 5 Psicopedagoga fala sobre a escolha da atividade extraescolar para o filho Pesquisas recentes mos- tram que até os oito anos de vida, são formadas 80% das conexões neurais. É� também nessa época o momento propí�cio para estimular a capacidade de desenvolvimento da crian- ça com atividades extraes- colar – cursos de idiomas, balé, informática e artes marciais. CIDADE 9 ‘Ilhas de sossego’ requerem planejamento urbano do município Uma realidade comum em grandes cidades vem se tor- nando uma forte tendência em Montes Claros. A conclu- são é do arquiteto e urbanista AntônioAugustoPereiraMou- ra,quedefendeuoassuntoem tese no iní�cio do mês na PUC Minas. Comotema“Expansão dos Condomí�nios Fechados em Montes Claros-MG – As ‘Ilhas de Sossego’ e os refle- xos na Configuração da Cida- de – Uma Análise Espacial”; o professor e coordenador do curso de Arquitetura e Urba- nismo das Faculdades Santo Agostinho de Montes Claros, setornouoprimeiroarquiteto e urbanista do municí�pio com o Tí�tulo de Doutor. CIDADE 9 OPERAÇÃO ALFERES TIRADENTES PM apreende droga, armas e R$ 4 mil em Curral de Dentro Três homens, dois de 24 anos, e outro de 34 anos, foram detidos em flagran- te durante uma operação Alferes Tiradentes realiza- da pela Polí�cia Militar on- tem (29) na Comunidade de Maristela em Curral de Dentro. Com eles, a polí�cia apreendeu armas, dinhei- ro e drogas. Seis manda- dos de busca e apreensão foram cumpridos. SEGURANÇA PÚBLICA 8 “Projeto dá a policiais a presunção de legítima defesa para uso de arma de fogo”, afirma parlamentar POLÍTICA 3
  • 2. Montes Claros, sábado e domingo, 30 e 31.7.2016 GAZETA NORTE MINEIRA 16 ANOS gazetanortemineira.com.br2 Opinião As criações intelectuais publicadas neste jornal não podem ser utilizadas, reproduzidas, estocadas em banco de dados ou qualquer outro processo, sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais. Os textos assinados não refletem, necessariamente, a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Rua Juventino Gomes, n° 223 - Bairro Cidade Nova - CEP: 39400-483 - Montes Claros/MG (38) 3229-4600 www.gazetanortemineira.com.br DIRETOR Rafael Lopes Pereira EDITORA Vanessa Araújo COLABORADOR Valdemar Soares DIAGRAMADORA Maria Thereza Albuquerque Costa Redação: (38) 3229-4606 redacao@gazetanortemineira.com.br Publicidade: (38) 3229-4613 | Assinatura: (38) 3229-4626 Atendimento às agências: (38) 3229-4613 comercialgazeta@gazetanortemineira.com.br O juiz Sérgio Moro criticou duramente o projeto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que, destinado a punir “crimes de abusos de autoridades”, tem sido interpretado como uma tentativa de intimidar juí�zes, promotores e advogados que investigam polí�ticos poderosos. A crí�tica de Moro foi feita em pa- lestra na abertura do encontro nacional de procuradores jurí�dicos da Federação das Apaes, em Brasí�lia. O juiz da Lava Jato fez um apelo para que os senadores rejeitem ou modifiquem a redação atual que, na sua avaliação, é um retrocesso preocupante e pode ser usado para intimidar autoridades policiais que investigam “poderosos”. Moro fez um alerta para o risco de retrocessos “que muitas vezes estão atrás da porta a nos surpreender”. Finanças aprova redução da burocracia para abertura de empresa A Comissão de Finanças e Tributação aprovou, no último dia 13, o Projeto de Lei (PL) 3687/12, do deputado Irajá Abreu (PSD- TO), que busca reduzir a burocracia na abertura de empresas no Brasil. O texto autoriza a Receita Federal a firmar convênios com os conselhos regionais de Contabilidade para criar um banco de dados de contabilistas. A ideia é que esses profissionais fiquem habilitados a inscrever empresas por meio eletrônico, sem uso de papel, no Cadastro Nacional da Pessoa Jurí�dica (CNPJ) e no cadas- tro único de contribuintes. Inicialmente, o relator, deputado João Gualberto (PSDB-BA), apresentou parecer pela não implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa pú- blicas e, no mérito, pela rejeição. Porém, este parecer foi rejeitado pela comissão. Prefeito e primeira dama são presos pela Polícia Federal O prefeito de Goiatins (TO), Vinicius Donnover Gomes, e a mu- lher dele foram presos durante a Operação Bagration da Polí�cia Federal. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuava no desvio de recursos públicos. Segundo a PF, a sus- peita é que os prejuí�zos causados aos cofres da União sejam de aproximadamente R$ 10 milhões. O municí�pio fica no norte do estado. No total, 110 agentes cumprem 60 mandados judiciais no Tocantins e no Maranhão. Deste total, nove são de prisão preven- tiva, quatro de prisão temporária, 17 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 12 de arresto de bens imóveis e bloqueio de ativos e seis de sequestro de gado [retenção de algo, por ordem judicial, quando houver dúvida sobre a origem desse bem], em Goiatins, Araguaí�na, Guaraí�, Itacajá, Palmas e Carolina (MA), no povoado de Helenópolis. Jogos olímpicos reduzirão o ritmo da Lava Jato A Operação Lava Jato, que aterroriza polí�ticos corruptos, redu- zirá seu ritmo durante os Jogos Rio 2016, entre os dias 5 e 21 de agosto.Nesseperí�odo,aprioridadedolimitadocontingentedaPo- lí�cia Federal será a segurança do evento, diante da necessidade de impedir ações terroristas. Depoimentos de presos e investigados continuarão como previsto, mas novas operações só devem ocor- rer em casos extremos. Delegados e agentes da PF foram desloca- dos de Curitiba para Brasí�lia, Rio de Janeiro e São Paulo, durante os Jogos Rio 2016. Os investigados não perdem por esperar: a re- tomada das operações, dizem fontes ligadas à Lava Jato, será em grande estilo. Indicado tenta, sem êxito, descolar-se de Renan O deputado Marx Beltrão (PMDB-AL) fez chegar ao Planalto que não tem “qualquer relação” com o correligionário Renan Ca- lheiros, chefe do partido em Alagoas, que o indicou ao Ministério doTurismo.Ninguémacreditounissonogoverno,assimcomonão acredita na afirmação do presidente do Senado, rei dessa prática, de que fazer indicações para o Poder Executivo seria “incompa- tí�vel” a integrantes do Legislativo. Apesar da “incompatibilidade” que agora alega, Renan Calheiros foi quem indicou Viní�cius Lages para o mesmo cargo, no governo Dilma. Marx Beltrão adora ser co- tado para ministro do Turismo, incomodando-se com a relutância de Michel Temer de confirmá-lo no cargo. Admitir do terror com as barbas de molho Além do grupo preso na Operação Hashtag, a Polí�cia Federal monitora dezenas de outros brasileiros admiradores do grupo terrorista islâmico. Os candidatos a terroristas já não celebram nas redes sociais cada atentado cruel e covarde, mundo a fora. Todos estão quietos, temendo a prisão. A PF é que comemorou, ontem, a prisão do terrorista sí�rio Jihad Ahmad Deyab, que sumiu do Uruguai e apareceu na Venezuela. Preso em 2002 no Paquistão e levado a Guantánamo, Jihad Diyab ganhou asilo no Uruguai do ex-presidente José Mujica, em 2014. Ligado ao grupo fundamenta- lista Osbat al-Ansar, Diyab é apontado pelos EUA como falsificador a serviço do terrorismo, e de “alto risco”. Sérgio Moro critica projeto de Renan que pode ser usado para intimidação ARILDO DIAS Pastor da Igreja Batista Nova Jerusalém LUCIANO CORREIA BUENO BRANDÃO Advogado especialista em Direito à Saúde KLEBER EDUARDO DE OLIVEIRA Head funcional de Mercado de Capitais Juiz Sérgio Moro DIVULGAÇÃ�O Descanse: Deus cuida de você (Leia Mateus 6:25-34) Saúde: o paciente nunca é o culpado IFRS9 e Basileia III: adequação e conservadorismo do mercado financeiro O homem como um ser espiri- tual, tem necessidades urgentes que os valores materiais jamais poderão suprir. Há uma contrarie- dade na vida do homem quando se dedica unicamente às coisas materiais. Jesus ensina que as aflições e ansiedades em nossa vida são prova de nossa falta de confiança em Deus. Todavia ele não disse quedevemosnosacomodar. Tam- bém não disse para não termos interesse em melhorar nossa vida material. Jesus ensina-nos sim, a não nos preocuparmos nem nos afligirmos pelo material, pois,es- te trará transtornos para a nossa vida. As ansiedades causadas pelo adquirir cada vez mais, nos rou- bam a paz e a felicidade que Deus quer nos dar pela fé. Jesus faz esta conclusão sobre o assunto: “E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados acrescentar um côvado à sua estatura?” (V. 27). Portanto, a ansiedade em nossa vida é inútil e perigosa. Torna-nos vulneráveis. E consequentemente, tornamo-nos presas fáceis do perigo de sermos enganadospelosvaloresmateriais, oferecidos pela vida. A parábola do rico insensato (Lucas 12:13-21) é um bom exem- plo. Dedicou toda a sua vida às coisasmateriaise,quandocriaque tinha tudo ficou desprovido, e suas preocupações e esforços foram em vão. Na parábola do semeador, (Mateus 13 :22) Jesus explica que a semente que caiu nos espinhos e foi sufocada representa aquele que ouve a palavra.Porém, esta se torna infrutí�fera pois as preocupa- ções deste mundo e o engano das riquezas a abafam. O Senhor mostra a beleza dos lí�rios do campo e a bondade divi- na,quandodiz:“NemmesmoSalo- mão,emtodaasuaglória,sevestiu como qualquer deles” (V. 28). Se Deusfazissocomaervadocampo, muitomaisfarápornósquesomos feitos a sua imagem e semelhança. O único obstáculo é a nossa pró- pria vontade. E Jesus repreende a nossa falta de fé: “Não vos vestirá muito mais a vós, homens de pe- quena fé”? Se Deus nos dá a vida e ocorpo,quantomaisfácilserádar- nos o alimento e o vestido. Grande é o cuidado de Deus para com os que confiam nele! Todos nós buscamos a felicida- de e o que nos satisfaz, mas bus- camos mal. A ordem de Cristo é: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (v. 33). Agradar a Deus e cumprir sua vontade é o dever de todo homem. Quando se agrada a Deus cumprindo-se a sua vontadeequandoseviveumavida de fé e confiança em Deus, então as coisas materiais são abundan- temente acrescentadas em nossa vida, conforme promessa de Deus. Jesus termina dizendo: “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo.Bastaacadadiaoseumal” (V. 34). Se nos preocuparmos com o dia de amanhã levaremos uma carga pesada e difí�cil de carregar. Alguém disse: “Se vivemos hoje como devemos, então o amanhã será mais fácil de ser vivido”. Deus quer que confiemos nele e deixe- mos nossas vidas ao seu inteiro dispor. E então ele se encarregará de suprir nossas necessidades. “Agrada-te do Senhor, e ele sa- tisfará os desejos do seu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sal- mos 37:4-5). Que Deus te abençoe com todas as bênçãos espirituais. Muito se tem falado ultima- mente sobre o aumento de ações judiciais movidas por pacientes contra o SUS e contra os planos de saúde privados. Também se discute o impacto dessas deci- sões sobre os orçamentos dos entes estatais e sobre o equilí�brio dos contratos entabulados pelas operadoras. A narrativa que se vem construindo é no sentido de que a chamada “judicialização da saúde” é nociva, prejudica muitos em detrimento de alguns poucos pacientes e que, a médio e longo prazo, tende a tornar o sistema insustentável. Observa-se um clima crescen- te de quase “criminalização” do paciente, que recorre à Justiça para garantir acesso efetivo ao Direito à Saúde. Procura-se, em alguns meios, impor ao cidadão a pecha de “oportunista”, que busca na Justiça a chancela para direitos que supostamente não tem, o que causaria desequilí�brio no sistema. Neste ponto, é pre- ciso dizer com todas as letras: o paciente não é o culpado! A garantia de acesso à saúde é dever do Estado, previsto expres- samente na Constituição Federal (art. 196, CF/88), e os serviços de assistência à saúde são livres à iniciativa privada pelos planos de saúde (art. 199, CF/88), sendo a atividades destes regulamenta- da pela Lei nº 9.656/98, e sujeita aos ditames do Código de Defesa do Consumidor. A Constituição Federal também garante expressa- mente em seu art. 5.º, inciso XXXV, ainafastabilidadedajurisdição.Ou seja, que todo cidadão tem o direi- to constitucional de submeter ao Judiciário a apreciação da defesa de seus interesses. Portanto, a insinuação de que um cidadão age mal ao procurar o Judiciário para ver tutelados os seus direitos, consiste em verda- deiro ataque ao Estado Democrá- tico de Direito e não deve ser le- vada a sério. Um estudo realizado recentemente pela USP constatou queemSãoPaulo92,4%dasações judiciais movidas contra planos de saúde foram favoráveis aos pa- cientes. Ora, a resposta do Judici- ário às demandas envolvendo as questões relacionadas à saúde é sinal inequí�voco de que os direitos reclamados pelos pacientes são legí�timos. Também é importante consignar que o número de ações judiciais é pequeno, considerado o universo de pacientes. Neste sentido, basta mencionar que o levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que, em 2010, haviam cerca de 240 mil ações judiciais em curso no Brasil envolvendo questões relacionadas à saúde sendo que 46,6 milhões de pesso- as possuí�am planos de saúde. Ou seja, corresponderam a menos de 0,52%donúmerodebeneficiários. Veja-se, portanto, que a chama- da “judicialização da saúde” não é, em hipótese alguma, causa ab- soluta das mazelas do setor, como algunsqueremfazercrer,mas,sim, consequência de um sistema falho. Antes de colocar o paciente que recorre ao Judiciário para garantir efetivo acesso à saúde, na posição devilão,éprecisorepensarosiste- ma de gestão do sistema público e dos planos de saúde. Como negar ao cidadão o acesso a medicamentos, exames e internações sob a invocação de princí�pios como o da “reserva do possí�vel”, quando bilhões de reais se esvaem pelo esgoto da corrup- ção e da má gestão? É� inadmissí�vel que a direção de órgãos de regula- ção, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), seja entregue por indicação polí�tica a indiví�duos com notória ligação aos interessesdeoperadorasprivadas, as quais, é bom lembrar, são gran- des financiadoras de campanhas eleitorais, exercendo um lobby gigantesco com entes polí�ticos e mesmo no seio do Judiciário. Desburocratizar, buscar efici- ência, transparência entre médi- cos, hospitais e operadoras, rees- truturar modelos de operação que jáseprovaramineficientes,centra- lizar a compra de medicamentos e de materiais de alto custo são caminhos efetivos para a redução do desperdí�cio sem, necessaria- mente, implicar em prejuí�zo aos pacientes. Repensar a forma de remune- ração dos planos de saúde priva- dos é, também, necessário. O sis- tema de coparticipação (em que o usuário arca com parte do valor de consultas e exames, por exemplo), estimula uma racionalização dos recursos. Garantir descontos para usuários que venham a aderir a programasdemedicinapreventiva (o que a longo prazo pode reduzir despesas com tratamentos mais caros) é igualmente uma saí�da interessante. É� necessário, ainda, equalizar os reajustes entre usuá- rios mais novos e mais idosos. O fato é que o sistema atual enseja desperdí�cios, está vicia- do por má gestão, falta transpa- rência entre os entes envolvi- dos, prestadores e operadoras. Reconhecer a gravidade da si- tuação é o primeiro passo para se chegar a um modelo sus- tentável, próspero e eficiente para todos: Estado, operadoras, prestadores e consumidores. Enquanto isso não ocorre, o Ju- diciário é a última trincheira da dignidade onde o paciente ain- da pode buscar refúgio. E não há nada de ilegí�timo nisso. O avanço tecnológico expres- sivo dos últimos anos motivou grandes mudanças dos hábitos da sociedade, especialmente em relação às noções de tempo e de espaço. O mercado financeiro foi um setor muito impactado e contou com inúmeros benefí�- cios. É� até curioso relembrar que, há poucos anos, as transferên- cias bancárias demoravam dias para ser realizadas. Outro exem- plo são os pagamentos com car- tão de crédito, que eram feitos por boletos e criavam uma cópia com papel carbono do cartão e eram preenchidos à mão com os valores da compra. Nessa épo- ca, parcelamento da compra no cartão não era sequer oferecido pela impossibilidade de realizar essa operação. São todos exem- plos que mostram grandes mu- danças propiciadas pela tecno- logia. Nos dias de hoje, em apenas segundos é realizada uma trans- ferência de recursos financei- ros entre contas pelo processo de emissão de TED. Devemos
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